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CULTURA GERAL



ALGUMAS HISTÓRIAS DA VITAMINA C

O ácido ascórbico, mais conhecido como vitamina C, foi o primeiro micronutriente cuja carência foi observada pela ciência. As conseqüências de sua deficiência foram identificadas após um estudo "duplo-cego" - metodologia que utiliza dois grupos sob as mesmas condições, embora um seja submetido à variante do que se queira testar, enquanto o outro é mantido como grupo de controle, com o qual, no final do estudo, o primeiro grupo será comparado.

Esse estudo realizou-se em 1759, quando um médico inglês prescreveu a um grupo de marinheiros que saíam de viagem a ingestão da lima - fruta cítrica rica em vitamina C -, e recomendou ao outro grupo que se abstivesse de seu consumo. Com o retorno do navio, verificou-se que aqueles cuja dieta havia sido suplementada com a lima não sofriam de escorbuto - doença caracterizada por hemorragias freqüentes, dentes frouxos, gengivas inchadas e sangrentas, dores nos ossos e articulações, feridas que não cicatrizam, pele áspera e atrofia muscular, ou seja, sintomas hoje relacionados à carência de vitamina C.

Desde então, todos os navios ingleses passaram a levar frutas cítricas, chucrute ou qualquer outro alimento rico em vitamina C, para suplementar a dieta da população flutuante. Nascia, assim, o protocolo da suplementação alimentar em resposta à necessidade de prevenir a deterioração da saúde.

Quase 200 anos depois, em 1932, o Dr. Irwin Stone (1909-1984), descobre o potencial antioxidante do ácido ascórbico, inicialmente como agente de preservação dos alimentos, ou seja, sem ainda relacioná-lo à prevenção do escorbuto.

O Dr. Albert Szent-Györgyi (1893-1986), então bioquímico em Budapeste (Hungria), que a partir da páprica havia isolado o que chamou de ácido hexurônico, ao tomar conhecimento dos estudos de Stone, verificou tratar-se da mesma substância. Em 1937, devido às suas descobertas sobre os processos de combustão biológicos, no qual ressaltava o papel da vitamina C, foi laureado com o Prêmio Nobel de Fisiologia.

O Dr. Frederick R. Klenner (1907-1984)

Em 1949, o Dr. Frederick R. Klenner começou a publicar uma série de artigos no Tri State Medical Journal e no Journal of Applied Nutrion sobre o sucesso do seu protocolo terapêutico à base de megadoses de "ascorbato de sódio" injetadas, que inicialmente havia utilizado durante a epidemia de pólio daquela década - em poucos dias, sem sofrer seqüela alguma, todos os seus pacientes recuperavam a saúde, em contraste com os dos outros médicos.

A partir de então, as injeções com megadoses de vitamina C passaram a ser o principal fator terapêutico da prática médica de Klenner para as mais diversas situações.

Altos níveis de colesterol. Artrite. Câncer. Catapora. Coqueluche. Doenças cardiovasculares. Encefalite. Escarlatina. Febre reumática. Glaucoma. Hepatite infecciosa. Herpes. Hipermenorréia. Mononucleose. Pancreatite. Problemas causados pela radiação. Queimaduras. Sarampo. Tétano. Tuberculose. Úlcera na córnea. Úlcera péptica e duodenal. No combate aos efeitos tóxicos do monóxido de carbono, dos agrotóxicos, dos barbitúricos, das mordidas de insetos e cobras. Etc.

Ao tomar conhecimento do trabalho de Klenner, o Dr. Irwin Stone conclui que os seres humanos realmente necessitam doses de vitamina C muito acima do que o establishment regido pelos médicos e nutricionistas considerava adequado. E, assim, passa a se dedicar mais profundamente ao assunto.

Foi então, por intermédio de Stone, que, em 1966, Linus Pauling toma conhecimento da importância da vitamina C e vem a se tornar o seu mais eminente porta-voz e advogado, principalmente no que concerne à saúde cardiovascular.

Dr. Linus Pauling (1901-1994)

O Pai da Medicina Ortomolecular

Filho de um farmacêutico imigrante alemão, Linus Pauling, muito cedo, desenvolve a "teoria da ressonância", ao observar que a estrutura de certas moléculas se modifica ao "ressonar entre diferentes estruturas". Suas descobertas sobre as ligações que mantêm as células unidas levaram-no a receber o Prêmio Nobel de Química de 1954 e sua liderança no movimento contra os testes de armas nucleares, ao Prêmio Nobel da Paz de 1963.

Já com 65 anos, ao "descobrir" a vitamina C como elemento fundamental à qualidade de vida, cunha o termo "substância ortomolecular". E através do Linus Pauling Institute of Science and Medicine, de Palo Alto (Califórnia), fundado em 1973, lança as bases da Medicina Ortomolecular.

Impressionado com a ausência de toxicidade da vitamina C, Pauling passou anos procurando determinar em que quantidade deveria ser ingerida para poder garantir a saúde física e mental do Ser humano. Constatando que a maioria da humanidade sofria de escorbuto crônico, lança-se à campanha de informar o grande público sobre os benefícios da suplementação da vitamina C.

Embora ainda hoje a maioria das pessoas só se lembre da vitamina C ao ser acometida por uma gripe ou resfriado, é preciso que todos se conscientizem de que ela é um nutriente essencial a inúmeras funções do organismo.

Uma delas é a qualidade de resposta do sistema imunológico, das quais depende a eliminação dos vírus, bactérias e células cancerosas. A outra é a síntese do colágeno, proteína que "cola" as células umas nas outras e que responde pela qualidade e resistência dos tecidos conectivos responsáveis pela estrutura da:

Pele, unhas e cabelos.
Cartilagens, tendões e ligamentos.
Paredes do trato auditivo, gastrintestinal, genital, respiratório, urinário etc., assim como dos vasos sangüíneos, incluindo as artérias, e linfáticos.

 

Segundo a "Teoria Unificada", desenvolvida por Pauling e pelo Dr. Matthias Rath, a carência de vitamina C é a principal responsável pela deficiência de colágeno e conseqüente ineficiência do processo de regeneração dos tecidos conectivos das paredes dos vasos sangüíneos, entre os quais se encontram as artérias, que são as que sofrem maior desgaste natural devido à intensidade do trabalho mecânico que desempenham.

Com os tecidos afinando, enfraquecendo e finalmente se esgarçando, corre-se o risco de rompimento dos vasos provocando uma hemorragia ou um derrame, podendo ser até mesmo fatal. Como mecanismo de defesa, o organismo "remenda" as áreas mais danificadas com as lipoproteínas - placas de gorduras e proteínas.

Esses "curativos", porém, as endurecem e provocam a diminuição do espaço interno de circulação, favorecendo condições como a arteriosclerose, aterosclerose, doença cardiovascular, doença do coração, enrijecimento ou estreitamento das artérias etc.

O perigo se encontra no fato de que o endurecimento das paredes dificulta a dilatação dos vasos, caso apareça algum coágulo na corrente sangüínea e bloqueie a passagem do sangue, provocando os infartos, paradas cardíacas etc.

De acordo com esses cientistas, a terminologia mais correta para esses quadros é "escorbuto crônico" ou "escorbuto subclínico". E as placas ateroscleróticas ou ateromatosas, assim como os altos níveis de colesterol ou da homocisteína, são decorrentes da deficiência crônica de vitamina C, jamais a causa dos problemas cardiovasculares.

A prevenção e reversão dos quadros de degenerescência cardiovascular dependem, pois, do status nutricional do organismo, pois só assim é possível:

Fortificar e regenerar a parede dos vasos sangüíneos.
Manter as lipoproteínas(a), ou Lp(a), em baixos níveis.
Inibir a adesão das moléculas de Lp(a) à parede dos vasos sangüíneos.

 

Sob tais fundamentos foi criada o que hoje se conhece como a "Terapia Pauling" - baseada na sinergia da vitamina C com os aminoácidos lisina e prolina, as matérias-primas do colágeno, assim como com a cartinina, as vitaminas A e E, a coenzima-Q10 e a stévia. Isso prova que Pauling não apregoava apenas a ingestão de megadoses de vitamina C, como muitos crêem, mas, como todo ortomolecular, a suplementação de uma série de nutracêuticos.

Mesmo que esse complexo nutricional não seja uma fórmula 100% perfeita - faltam-lhe os bioflavonóides necessários ao melhor aproveitamento da vitamina C, por exemplo - a experiência clínica, desde então, vem constatando o sucesso dessa fórmula como suplemento alimentar de potencial terapêutico.

Só se compreende, portanto, a resistência dos médicos em aceitar os nutracêuticos como fundamentais à manutenção e restauração da saúde, devido ao fato desse conhecimento não fazer parte do currículo básico das faculdades de Medicina, por simples distorção de ótica o ensino e prática médica é a doença, não a saúde do Ser humano e dos animais.

Não deixa de ser, porém, estranho o desinteresse da comunidade científica em, pelo menos, desenvolver estudos que verifiquem a eficácia do protocolo terapêutico de Linus Pauling em relação às doenças cardiovasculares - líderes da causa mortis entre os "civilizados", embora desconhecidas dos primitivos e dos animais -, algo que só se explica pelo medo da sua comprovação vir a desestabilizar a saúde financeira da indústria farmacêutica, dos cardiologistas e cirurgiões.

Já o establishment, diante da falta de argumentação científica que combata uma verdade que contradiga seu interesse, lança mão de uma estratégia infalível - abalar a reputação do seu arauto. Assim, a fama de "charlatão" atribuída a Linus Pauling tem se mostrado suficiente para desqualificar todo o trabalho por ele legado. E ai daquele que argumente "Segundo Linus Pauling...".

O Dr. Matthias Rath e a Medicina Molecular

O Dr. Matthias Rath, nascido em Stuttgart (Alemanha), em 1955, e membro da New York Academy of Sciences e do American Heart Association, tem uma carreira dedicada ao estudo das causas da arteriosclerose e das doenças cardiovasculares.

Em 1987, ao descobrir a conexão entre a deficiência da vitamina C e a lipoproteína(a) como fator de risco para as doenças do coração, entra em contato com Pauling, que o convida a assumir a direção das pesquisas cardiovasculares do Linus Pauling Institute of Science and Medicine.

Ao mudar-se para os Estados Unidos, Rath se tornou o principal colaborador de Pauling nos seus últimos quatro anos de vida. Além dos interesses científicos em comum, repartiram também a militância por um mundo mais saudável e pacífico. Conseqüentemente, Rath se tornou seu sucessor natural nessa batalha. Com a morte de Pauling, Rath se desliga do Instituto e passa se dedicar ao que denominou Medicina Celular, com o objetivo de:

Identificar as conseqüências da cronicidade de carências nutricionais das doenças.
Sistematizar a função dos micronutrientes, enquanto biocatalisadores das reações do metabolismo celular.

 

Crucial, também, é a sua militância em prol da legalização e contra a tentativa de proibição da prática das terapias naturais, sobretudo aquelas baseadas nos nutracêuticos, e da divulgação de informações sobre o potencial preventivo e terapêutico dos micronutrientes - como pretendem aqueles que hoje controlam o "Codex Alimentarius" das Nações Unidas.

Através do site da Dr. Rath Health Foundation, Rath tem coordenado um dos mais importantes movimentos ativistas em prol da paz, saúde e justiça social, ao mesmo tempo que disponibiliza um excelente banco de dados de trabalhos científicos que confirmam os benefícios e atoxicidade dos micronutrientes, ao contrário do que a farmacêutica tenta fazer crer.

A entrevista concedida por Rath, em abril de 2003, é de tal importância,
que seu resumo se encontra no apêndice 3.

As Megadoses de Vitamina C

É preciso esclarecer que, diferente do que acontece com as drogas oriundas dos laboratórios farmacêuticos, não existe literatura científica que evidencie a toxicidade da vitamina C ou de qualquer outro nutracêutico, embora aqueles acometidos por certas doenças genéticas específicas devam observar determinados cuidados. Em contrapartida, existe uma série de trabalhos científicos apontando os danos relacionados à deficiência da vitamina C e de inúmeros outros nutracêuticos.

É importante que estejamos sempre atentos à campanha difamatória deflagrada pela indústria farmacêutica, que tende a se intensificar cada vez mais contra a importância dos nutracêuticos para a manutenção e reconquista da saúde - distribuindo laudos de especialistas, por ela própria financiados, conseguindo gerar manchetes e reportagens sensacionalistas como "Os suplementos alimentares fazem mal" e "as vitaminas são perigosas", e até mesmo publicar artigos em revistas científicas, aproveitando-se da ingenuidade do grande público e da maioria dos profissionais da saúde em relação à idoneidade da mídia e das revistas especializadas, cuja sobrevivência depende, em grande parte, da verba publicitária do conglomerado petroquímico-farmacêutico, o mais rico/poderoso de todos.

No que diz respeito à dosagem da vitamina C, Pauling recomendava que pessoas saudáveis ingerissem uma média de 3 g diárias, ou seja, que nos mantenhamos dentro dos 1.750 a 3.500 mg/dia que o Laboratory Animal Nutrition of the National Reaseach Council reconhece como sendo necessário aos primatas, embora ele mesmo tomasse em torno de 18 g/dia.

Desconsiderando os ínfimos 60 mg/dia legislados pela Anvisa como quantidade de suplementação "ideal e segura" ao organismo humano, a tendência entre os especialistas no assunto é considerar como megadose qualquer quantidade acima das 20 g/dia. Porém, havendo necessidade de grandes doses, as aplicações intravenosas são as mais indicadas.



REFERÊNCIAS:

Klenner F. Observations on the dose and administration of ascorbic acid when employed beyond the range of a vitamin in human pathology. Journal of Applied Nutrition Vol. 23, No's 3 & 4, Winter 1971.
www.orthomed.com/klenner.htm
Rath M, Pauling L. Linus Pauling Institute of Science and Medicine, Palo Alto, CA. Immunological evidence for the accumulation of lipoprotein(a) in the atherosclerotic lesion of the hypoascorbemic guinea pig. Proc Natl Acad Sci U S A 1990 Dec;87(23):9388-90.
Rath M, Pauling L. Linus Pauling Institute of Science and Medicine, Palo Alto, CA. Hypothesis: lipoprotein(a) is a surrogate for ascorbate. Proc Natl Acad Sci U S A 1990 Aug;87(16):6204-7. Erratum in Proc Natl Acad Sci U S A 1991 Dec 15;88(24):11588.
Rath M. et al. Universitats-Krankenhaus Eppendorf, Hamburg, FRG. Detection and quantification of lipoprotein(a) in the arterial wall of 107 coronary bypass patients Arteriosclerosis 1989 Sep-Oct;9(5):579-92 Erratum in Arteriosclerosis 1990 Nov-Dec;10(6):1147.
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http://www4.dr-rath-foundation.org/
http://www4.dr-rath-foundation.org/NHC/documented_health_benefits.htm
http://www4.dr-rath-foundation.org/open_letters/interview.htm

 
     

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